Chile

O destino

Chile


O Chile é um dos países mais compridos do mundo, no sentido norte-sul. Os 756.950 km² do Chile estão comprimidos entre o Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes, em uma faixa de 4.300 km de extensão e 175 km de largura média, que oferecem surpreendentes contrastes e extrema beleza na diversidade.

No norte há o deserto mais árido do mundo, o de Atacama. Também estão nessa região as jazidas de cobre que representam a maior reserva mundial, cerca de 40%. No extremo sul, está a região polar, tempestuosa e fria, com geleiras e fiordes. No clima ameno do centro e do sul desenvolvem-se a agricultura extensiva e a pecuária. As frutas, legumes e produtos pesqueiros produzidos na região abastecem o mercado mundial.

Graças à infra-estrutura moderna que consta de sistema viário, setor hoteleiro e de telecomunicações bem desenvolvidos, o segmento turismo é muito desenvolvido. Entre os vários atrativos turísticos estão as estações de esqui nos Andes, os lagos e florestas do sul, as planícies desérticas do norte e a mística ilha da Páscoa que dista mais de 3.000 km a oeste do Chile em pleno Pacífico.

As principais cidades do Chile são: Santiago, a capital do país, Valparaiso/Viña del Mar e Concepción-Talcahuano.

O idioma oficial é o espanhol e cerca de 2% da população fala o idioma indígena mapuche.

- Santiago

Santiago é uma capital que cabe na palma da mão. Cidade feita para ser percorrida a pé, em que o visitante tem sempre um guia à disposição: a cordilheira dos Andes. Perdeu-se? Olhe para o lado, veja onde está a cordilheira dos Andes. Lá é o leste.

Outro guia é o rio Mapocho que estabelece a fronteira entre vários bairros. A oeste está o centro, com o Palácio de la Moneda e a Plaza de Armas. Pouco mais além, do outro lado do Mapocho, Bellavista e suas casas coloridas, que servem de palco para restaurantes turísticos e casas de jazz envolventes (sim, Santiago tem seu lado Nova Orleans).

Ainda mais além, atravessando novamente o rio, fica Providencia, outra zona boêmia, com pitadas de ruas comerciais.

Envolvendo tudo, ruas limpas, trânsito organizado e um povo que adora os brasileiros.

A mais pura natureza

Patagônia Chilena


Rumo ao extremo Sul do Chile, entre a Cordilheira dos Andes e as estepes patagônicas, é impossível não se deslumbrar com a bela natureza da Patagônia. Em meio aos pampas e às montanhas com picos cobertos pelo gelo, o silêncio que emana dos lagos verdes nos leva a contemplar todos os nossos sentidos num só lugar.

Na patagônia Chilena está um dos parques mais austrais do mundo: o Torres del Paine. Um parque acolhido por uma província chamada Ultima Esperanza, que talvez, por pura ironia, abrigue milhares de hectares da natureza no seu estado mais puro e monumentos ainda completamente intocáveis.

Inaugurado na década de 1950,o Parque Nacional Torres del Paine foi declarado Reservada Biosfera pela Unescoapenas em 1978.

Com 181 mil hectares, extremamente organizado e sob a administração da Chilean Forest Service (Corporação Nacional Florestal), o parque abriga a cadeia montanhosa Del Paine, com as famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine.

Na região, uma grande área continental sustenta uma superfície silvestre, onde encontramos uma ampla diversidade de fauna e flora, fiordes, canais, geleiras e montanhas esculpidas pela água e o vento, que sobrevivem há 12 milhões de anos, e encontram-se, ainda hoje, em perfeita harmonia.

A multiplicidade do ambiente se traduz na presença de mais de 100 espécies de animais. Facilmente encontramos pelo parque guanacos, huemules, coelhos, raposas, cisnes de pescoço preto e flamingos. E, com um pouco mais de sorte, até mesmo os pumas.

Caminhando por trilhas inóspitas, aventurando-se em escaladas pelo gelo ou apenas apreciando um bom vinho à beira da lareira e das grandes janelas dos hotéis do parque, não há como deixar de perceber a frequência com que avistamos perfeitos arco-íris. Isto acontece porque o clima da região transita repentinamente entre o sol forte e quente, o vento gélido e as chuvas luminosas.

Basta sentir o cheiro da lenha queimando nas lareiras dos hotéis ou nos fogões próximos aos campos, que a sensação de aconchego toma conta e faz com que nos sintamos em casa. Não esqueça de degustar uma geleia ou um doce de calafate. É um pecado não experimentar, já que quem come o calafate volta sempre à Patagônia. É tradição.

Realmente a natureza foi generosa com a Patagônia, repleta de cenários que inspiram a felicidade de viver.